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  • BB cria área para reforçar atuação no comércio exterior

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    21.11.2017

    Por Talita Moreira | De São Paulo

    O Banco do Brasil (BB) deu a largada em sua unidade de comércio exterior, por meio da qual espera "orquestrar" melhor a atuação no segmento e ajudar os clientes a incrementar negócios no mercado internacional.

    "Essa área vai olhar para dentro do banco e enxergar de uma forma mais focada o comércio exterior", afirmou ao Valor o presidente do BB, Paulo Caffarelli. A criação da unidade já havia sido anunciada pelo executivo na divulgação do balanço do terceiro trimestre. Na sexta-feira, o banco oficializou a medida e nomeou Thompson Cesar, ex-superintendente de private banking, para comandar a operação.

    A ideia é reunir sob essa estrutura atividades como assessoria de crédito, operações de câmbio, consultoria e até prospecção de mercados em que o Brasil possa aumentar sua presença. A unidade também vai gerenciar a rede de atendimento que o banco tem em outros países.

    De acordo com Caffarelli, a decisão de montar a área neste momento se deve à percepção de que a retomada da economia passa por um aumento "substancial" dos investimentos em infraestrutura e comércio exterior.

    A organização da unidade, agregando atividades que até agora eram feitas de maneira difusa, veio da constatação de que o banco poderia aproveitar seu conhecimento no comércio internacional para agregar valor a clientes que lidam com operações no exterior. A expectativa é que também ajude o BB a gerar novas receitas, especialmente com prestação de serviços.

    No entanto, o executivo ressaltou que a criação da unidade não representará um custo adicional para o banco. Ela será constituída a partir do remanejamento de, inicialmente, cerca de 80 pessoas que já atuavam em operações relacionadas ao comércio exterior.

    Na gestão de Caffarelli, a instituição financeira vem fazendo um forte ajuste de custos, com o objetivo de melhorar a rentabilidade e adequar o capital do banco às regras mais rígidas de Basileia 3 sem a necessidade de um aporte do Tesouro.

    Caffarelli lembrou que o Banco do Brasil tem um papel histórico no desenvolvimento do comércio exterior no país, e a proposta é aproveitar melhor esse conhecimento em benefício dos clientes exportadores e importadores - o que pode resultar em mais negócios e numa maior fidelidade dessas companhias.

    Por meio da Carteira de Comércio Exterior (Cacex), criada no governo Vargas, o Banco do Brasil concedia licenças a importadores e exportadores e atuava no financiamento a essas operações. A estrutura foi extinta nos anos 90 e parte de suas atribuições foi assumida por órgãos hoje vinculados ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. "Nenhum outro banco brasileiro tem esse 'know-how'", ressaltou Caffarelli.

    De acordo com o executivo, o banco poderá, se necessário, atuar em parceria com os órgãos de governo, mas a criação da área foi uma iniciativa interna.

    Fonte Internet: Valor Econômico, 21/11/17